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ZOROASTRISMO
Quem teme a Deus, não conhece Deus

 

ASHA: o Princípio Ordenador da Criação.

In Zoroastrianism, Asha, is the ordering principle of Creation. The first among Gathic concepts  is ASHA. It is an Aryan concept, shared by Hindus as well as Persians, as the Law of the Universe. Asha is the Ordering Principle of the Universe.
 

Fogo, a antiga fonte de luz artificial, é o símbolo de Deus, que é Luz.

A Evolução é regulada pela AshaDefinição de Asha: O primeiro dos conceitos Gathicos enumeradaos na Asha. É um conceito Ário, partilhado por Hindus assim como por Persas. En sânscrito arcaico, é Rta/Rita, a Lei do Universo. Em ambos, Sânscrito e em Gathico, significa “ O que encaixa”, em qualquer e cada situação, literalmente, seja física, emocional, ética, mental, material e/ou relacional.

No domínio estritamente do reino físico e material pode definir-se como uma amálgama de leis que governam e apoiam o Cosmos – As leis da química, a biologia, etc., é o que é real, exacto e verdadeiro. Cientificamente, sem Asha, o uso de experimentações repetidas e comprováveis para estabelecer toda a teoria científica, as leis e os factos não trabalhariam. Por exemplo é o que faz a água congelar à mesma temperatura, sob a mesma pressão e composição química. Assim, também é a “Precisão”.

Mas, Asha, implica igualmente a ética, o emocional, as dimensões mentais e/ou espirituais. Neste sentido entede-se o melhor como Rectidão – essa é o que deve ser, o que é correcto, o que é recto. Noutro sentido, significa também, a Ordem e/ou a Veracidade. Inclusivamente neste contexto Asha abarca a “Precisão” porque é estar fazendo o que é correcto, no momento correcto, no lugar correcto, e através dos meios correctos para alcançar os meios correctos.

A relação de Ahura Mazda com Asha: Os Gathas dizem-nos que Ahura Mazda é a fonte de Asha (Canto 9:3) e Asha também é uma parte da sua própria natureza, seu próprio ser. (Cantos 1:8; 2:7; 4:7, 8, 13, 21,; 5:2, 9, ; 6:6; 7:6; 8:2, 4, 10,14, 16, ; 9:15, 17, ; 10:4, 6, 8 & 10; 11:9; 13:6, 9, ; 14:6, 7, ; 16:16)

É pertinente notar que nos Gathas, Zaratustra nos revela a relação entre Ahura Mazda e todas as suas essências, assim como a relação entre todas as suas essências. O que surge é um tapete Divino imbricado e requintado, de modo, que se compreende que Ahura Mazda só pode entender-se através das suas essências. Quando ganhamos uma visão disso, é que nós discernimos que Asha é uma parte essencial do Senhor Sábio e pode definir-se como a vontade de Deus, o Seu Plano e a Sua Justiça. A ferramenta com que na sua sabedoria, Mazda promove o mundo vivente.    

Retidão ou Verdade? A relação de Ahura Mazda e as suas essências torna necessário que compreendamos e entendamos qualquer passagem, dado que nos Gathas, que se refere a qualquer destas essências devemos buscar muito cuidadosamente para contextualizar e tornar pertinente o conteúdo. Esta é uma das técnicas que Zaratustra utiliza para nos fazer reflectir quando estudamos e meditamos sobre os Gathas e esta é uma das razões porque eles são uma “Manthra”, uma mensagem provocadora do Pensamento.             

Isto, no entanto, faz com que os conceitos Gháticos sejam de difícil tradução, um conceito corresponder a uma só palavra. Torna-se necessário que os leitores ocidentais estejam conscientes, que quando traduzimos Asha ou qualquer outra das essências de Deus, somente com uma palavra, essa palavra não pode ser tomada com a significação exacta que terá no ocidente. Por exemplo, Asha é mais correctamente a Retidão, mas não é a Retidão no sentido que a Bíblia a define como o estar de boa relação com Deus, conquanto a Asha inclue isso como um significado secundário. Nem tão pouco a Retidão é simplesmente a Justiça, no sentido estrito dado no ocidente, embora, a justiça seja uma das dimensões da Asha, em conjunto com a limpeza, equidade, etc. A Retidão nos Gathas é o que está encaixando na realidade, o que deve ser, a qualidade de ser correcto em determinado contexto.                     

Que este é o significado mais exacto de Asha é disputado e não é aceite universalmente. Muitos estudiosos ocidentais baseados no sentido de Asha aquando das capitulações gregas da era de Achaemenian e nas traduções da era Sassánida, preferem principalmente usar a Verdade como a melhor palavra para traduzir o conceito. No entanto, como o Professor K. Irani demonstrou que a Verdade é uma dimensão secundária do significado de Asha e não o significado principal. Porque na realidade, a Verdade nem sempre é o que é Reto no sentido dos Gathas, nem sempre traz os resulatdos Retos. Vejamos um pouco da alegoria utilizada pelo Professor Irani para que isto fique bastante claro:          

Um homem que está fugindo para salvar a sua vida aproxima~se de um mazdayasni, e pede-lhe para o esconder dos seus perseguidores que descreve. O Mazdayasni seguindo os princípios da Asha, esconde a pessoa para lhe salvar a vida. De seguida os perseguidores, com armas em punho, vêem ao Mazdayasni e perguntam-lhe “…se viu certo homem descrevendo-o e se sabe onde ele está?”

Que deve um seguidor da Asha (um Mazdayasni desejoso de Asha) fazer? Se ele diz a verdade matarão o homem. Se não o faz, ele estará mentindo e se Asha é Verdade ele está corrompendo esse princípio. Bem, como Asha promove o restabelecimento (melhorar e renovar) da criação e alcançar a Completude e a Integridade, o dever do Mazdayasni está claro. O que está perceptível neste dilema ético é ficar silencioso sobre a localização do homem e salvar-lhe a vida. Sob este tipo de circunstâncias é que se preserva a vida de outros: que é o que é correcto; que deve ser?             

Asha noutras filosofias:  Asha também pode ser entendida por referência a outros conceitos religiosos. É um pouco como o Tão, no que se refere ao que governa e sustém o Cosmos e inclui uma Lei de Auto-equilíbrio que tende a equilibrar as realidades. É também como o Karma, no sentido que inclui uma lei que recompensa as nossas acções automaticamente, de acordo com o conteúdo ético (assim como é definido por Deus ou a natureza). Também é como Dharma, a forma das acções correctas.          

Mas, não é o Absoluto como o Tao. É mais uma essência do Absoluto e formada por ele. Difere do Karma ao não envolver uma “dívida” para as acções para além da duração temporal de uma vida, mas permite que as circunstâncias indeendentes vão trabalhando através da sua Lei de Auto-equilíbrio para dar a cada um para além do tempo de uma vida o que merece. Além disso, Asha não é impessoal. É amante, parte de um Deus amoroso e arquitecto do Cosmos. Assim, ao contrário dos outros três conceitos descritos – o Tão, o Karma e o Dharma, que são impessoais. Também tem alguns aspectos que podem ser semelhantes ao Torah, mas não é prescritivo, relamente não é uma lei, mas mais um “Princípio de Vida”.           

Ver também Mazdayasna's similitudes e influências noutras religiões

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