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ZOROASTRISMO
Quem teme a Deus não conhece Deus

 

Mazda Ahura: O Deus Sábio da Mazdayasna

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Zoroastrianism

(somente Inglês )
Fogo é o símbolo de Deus. Um Deus que não ordena, odeia ou pune. Fogo é uma alusão à iluminação e ao Esclarecimento.
O Nome de Deus: Zaratustra tem um único nome para o seu Deus – AHURA MAZDA, significando o Sábio Senhor ou Senhor de Sabedoria.
A fonte da
Bondade

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Decepcionado e desolado pelos rituais opressivos e a submissão a práticas de sacrifícios na sua época, Zaratustra recolheu-se no seu ser interno e na natureza para encontrar as respostas às perguntas que confundiam a sua mente. Através da contemplação, meditação e de reflexão, ele apreendeu a natureza da realidade com a sua mente despida de preconceitos. Esta procura levou-o a descobrir a organização e a ordem precisa do universo. Ele concluiu que tal precisão dentro da criação não era possível sem a existência de um Intelecto, um Ser Superior que apoia e impulsiona o funcionamento da sua criação divina. É com este Ser, este Deus, esta Divindade que Zaratustra comungou. Ele chamou a este Ser, este Deus, “Mazda Ahura” (Sábio Senhor).     

O Nome de Deus: Zaratustra tem um único nome para o seu Deus – AHURA MAZDA, significando o Sábio Senhor ou Senhor de Sabedoria. Isto tem uma enorme importância. “Mazda” significando a Sabedoria, ou o Sábio, é um nome feminino (como o grego “Sofia”) mas “Ahura”, significando literalmente o “Ser Alto” ou “Ser Supremo”, é masculino. Assim Zaratustra começa a dar ênfase a um tema que é transversal nos Gathas, que Deus é assexuado e abstracto na sua natureza, mas ao mesmo tempo é muito pessoal e partilha as características femininas e masculinas! Nos Gathas, os dois nomes se usam por vezes separadamente, outras vezes juntos, mas o que se usa com mais frequência é Mazda Ahura (Sábio Senhor).

A Manifestação de Deus: Outra característica única do Sábio, é que Ele se manifesta e comunica com os mortais através dos seus próprios atributos éticos que são uma parte do seu Ser mas que Ele pode compartilhar com os mortais, se eles assim o desejarem e que escolham adquirir e usar as suas características. Isto significa que os homens e as mulheres podem escolher ser como a Asha (Rectos) ou como Vohu Manah (com uma Mente Boa e Benévola), ou qualquer das outras essências próprias desse mesmíssimo Ser, de Deus. Este é verdadeiramente um Deus Amoroso. Ele dá os seus próprios atributos à humanidade para que esta progrida e evolua para a perfeição.

Um Deus compreendido através da Boa Mente: esta comunhão, este intercâmbio de actividade entre a Divindade e o ser humano que O procure, são únicos. Deus não surgiu a Zaratustra em forma corporal, nem como um anjo, nem através de um arbusto ou de uma montanha. Zaratustra viu-o como o “Olho” da sua mente. Permita-mos a Zaratustra, nas suas próprias palavras nos seus Gathas descreva esta revelação:
 
“Sábio, eu só reconheço a Ti como poderoso e progressivo porque tu ajudas com a tua própria mão. Tu dás recompensas tanto aos que erram como às pessoas rectas por meio do calor do teu fogo que é poderoso através da rectidão e por meio do qual a força da boa mente vem a mim.” (Gathas: Canto 8:4)  

Sem se aprofundar demasiado a análise, é evidente que o Fogo neste verso (e ao longo dos Gathas) é uma alusão simbólica à iluminação e ao esclarecimento. É o que se chama o “Fogo do Pensamento”. É através deste Fogo do Pensamento (pensando, reflectindo e meditando) que Zaratustra ganhou a iluminação e é este mesmo Fogo do Pensamento que ele deseja despertar dentro da humanidade. Quando mais reflectimos sobre este verso tão bonito, mais evidente se torna, que o prémio se dá a ambas pessoas – ao que é recto e ao que é injusto. Mas, a força de tal prémio aumenta (torna-se “poderosa” nas palavras de Zaratustra) somente através da Rectidão, ou seja, pensamentos palavras e acções de acordo com o que é Correcto; em concordância com a Realidade de Deus (Asha). No canto 8:7 dos Gathas podemos compreender como este esclarecimento veio de Zaratustra:

“Eu te reconheci a Ti, Deus Sábio, como progressivo quando me rodeaste com iluminação através da Boa Mente e esta me perguntou: Quem és? A Quem Pertences? Como é que nestes dias, que são dias de procura, tu explicarias as nossas indicações aos mortais e como as entenderias por ti mesmo?" (Gathas: Canto 8:7).       

A realização de Deus veio a Zaratustra enquanto O abraçava com iluminação através da sua própria Boa Mente, a que ele escolheu para analisar a realidade através do pensamento reflexivo e da meditação, uma mente clara e livre de preconceitos. Este era MAZDA (um Intelecto Superior), o Deus que Zaratustra apreendeu. Uma divindade que com o seu intelecto superior cria, ordena e sustenta a criação e que se comunica com o ser humano através da sua Boa Mente; através do “Fogo do Pensamento”. De facto, uma revelação única!      

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Ahura Mazda é todo Bondade: como foi que Deus conseguiu a Bondade? Através das suas escolhas ou eleições, assim como ele gostaria que o ser humano fizesse. Com o risco de soar a trivial, o facto é que Ele tomou opções Boas. Mas “Bom” na Mazdayasna, é o que sustém e faz progredir a criação, ou seja, o que é Spenta. Também é a Rectidão, porque a Rectidão é o que deve ser, o estado ideal de Direito e Veracidade. Assim, Mazda Ahura é Totalmente Bom. Ele escolheu fazer o Bem e consegui a integridade e a imortalidade: um estado de felicidade radiante (Ushta) através da Iluminação e do Esclarecimento.

Um Deus Benevolente, um Deus Benéfico: o Deus de Zaratustra não é alguém que deve ser temido, porque ele não condena, nem castiga. É importante notar que o zoroastrismo é a própria consciência do homem que julga a sua alma (urvan) no momento de separação do seu corpo, ou seja, da sua morte. A separação só é a do Recto do Injusto. Sendo que, ser como Asha ou como Spenta e Bom são sinónimos, pode-se entender que na morte cada um tenta ir para uma melhor existência. Noutras palavras, cada um tenta comunicar com Deus no sentido mais pleno. Mas as nossas consciências, sabendo o nosso estado, o estado interior do nosso ser, são verdadeiramente os árbitros do nosso progresso.   

Através da Asha, Deus estabeleceu prémios para as escolhas boas e más. Estes prémios são feitos por amor e não como castigo ou vingança. A Asha de Deus é chamada de amante porque funciona eventualmente para o bem. Se o ser humano por ignorância se opõe à Asha, somo nós que nos ferimos. Pois, é suposto aprendermos com as nossas boas ou más escolhas, com as nossas experiências e evoluir para opções e escolhas correctas no futuro.

Um Deus que dá liberdade ao ser humano completa-o: é pertinente notar que apesar de algumas traduções contrárias, o Senhor Sábio não é Omnipotente e Omnisciente no sentido Judeu/Cristão/Islâmico. Ele é o mais Poderoso, mas nem sequer Ele mesmo pode ir contra a sua natureza ou plano. Nesse sentido Ele não é Omnipotente.

Por outro lado, Ele não é omnisciente porque, embora seja consciente de tudo o que se passa, vê ou percebe, Ele não sabe o que vai a suceder, porque ele não sabe como vamos nós escolher antes que elejamos nem se, um acidente, doença ou outro acontecimento ao acaso possa ocorrer. Assim, é dada à humanidade liberdade de escolha ou eleição. As nossas escolhas são realmente nossas e a única coisa que Deus determinou é o final em que Ele retempera toda a humanidade. Mais ainda, isto não é determinado através de predestinação, mas através da Sabedoria Superior de Mazda que desenhou um plano perfeito para edificar a integridade e a completude da sua criação.        

Fogo, a antiga fonte de luz artificial, é o símbolo de Deus, que é Luz.
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Religião Mundial Zaratustra Deus nos Gathas Asha Vohu Manah Kshathra Bem & Mal Conversão