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ZOROASTRISMO
Quem teme a Deus, não conhece Deus

 

Vohu Manah: a Boa Mente e Aramaiti: a Serenidade

Vohu Manah é melhor descrito como o Esclarecimento que vem a uma pessoa que tal como Zaratustra intui o Sábio Ser Superior que caracteriza a natureza em toda a sua Magnificência.

VOJU MANAH:

Vohu Manah: A Mente Humana Iluminada/EsclarecidaTalvez nenhum conceito seja enfatizado de forma tão consistente como o conceito de Boa Mente ou Vohu Manah nos Gathas. Esta é uma essência de Ahura Mazda (como Asha e outros) que também pode adquirir-se e refinar-se dentro do Ser Humano.

Vem uma pessoa que escolhe “Spenta Mainyu” – A Mentalidade Progressiva (a maneira de pensar) na vida e que procura examinar “...as coisas melhores…pondera (reflecte e medita) com uma brilhante (clara e despreconceituosa) mente (e) …selecciona entre um dos dois discernimentos (mentalidades) …” (Song 3:2).                     

Vohu Manah pode ser descrito como o Esclarecimento que vem a uma pessoa que tal como Zarastustra intui o Sábio Ser Superior como o que arquitecta a natureza em toda a sua Magnificência. É uma mente capaz de um pensamento lógico e preciso, com claridade de pensamento, isto é, uma mente sem estreotipos e, que pode por isso perceber, e fazer sua, a bondade do Criador. No entanto, é importante notar que a lógica e a racionalidade de pensamento não são os únicos requisitos da pose de Vohu Manah, que Zaratustra quere que nos esforcemos para alcançar. Vohu Manh é uma mente que ameniza a racionalidade com a benevolência. É a mente que havendo percebido a bondade inata e absoluta de Deus se torna benévola; pensa para e pelo bem e se compromete com ele.

Este conceito de Vohu Manah, como é mais do que simplesmente uma mente boa também se vê reforçado pela linguística. “Vohu” é um formado por “hu” que significa “bom” e por “vo” que é uma partícula de aumento. Assim, literalmente Vohu denomina “o mais ou o melhor que bom”. Mais ainda, um caso “vo” está relcionado com Van que significa, desejando amar, desejo de amar, etc. De tal forma que, linguisticamente, Vohu Manah pode interpretar-se como a mente “que deseja o bem”, que é benévola. Subsequentemente “bom” em Mazdayasna é aquilo que promove o restauramento (a melhoria) da criação e o progresso da alma através da Inteireza ou Integridade (Haurvatat) e Imortalidade ou Eternidade (Ameretat) para a Casa do Canto “e a comunhão radiantemente feliz comunhão com Deus; podemos concluir que esta Vohu Manah também “é a Mente que deseja a comunhão com Deus”. Como com a soutras essências de Ahura Mazda, Vohu Manah pode habitar nos seres humanos que a escolham e pode adquirir-se pelo Homam quando ele escolhe, pensa, fala e actua de acordo com ela. É uma ferramenta para levarmos à última meta da existência física e, simultaneamente, é uma parte e composição de Deus. Assim que, é um dos meios principais para alcançar esta meta que é a “ Boa Existência…onde Deus mora…”
              

Nos Gathas, ensina-se que a Deus se Adora escolhendo actuar de acordo com todas as essências diferentes da Sua Pessoa. Assim, quando o ser humano faz uma escolha informada, de actuar segundo o seu Vohu Manah, está prestando de facto culto, venerando e enaltecendo a Deus. O prório Deus através da sua Bondade abarcante transforma as nossas mentes em Vohu Manah, desde que O elejamos. Através de Spenta Mainyu (A Mentalidade Progressiva). Uma vez que a tenhamos adquirido, constantemente devemos exercer as nossas escolhas de acordo com ela. E assim, como ela cresce em nós, ajuda a que nós possamos discernir melhor a Asha, concebamos e fomentemos a Kshathra (Bom Domínio da Escolha) junto com a Asha e Aramaiti. É assim um componente essencial na nossa jornada no caminho de Asha (A Retidão) a Haurvatat (a Integridade) e Ameretat (a Imortalidade) e a “Boa Existência” que Zaratustra nomeou de “Casa (ou Domínio) da Boa Mente onde Ahura habita.        

Estas são algumas das formas em que Vohu Manah é usado nos Gathas por Zaratustra:

Nós devemos “…realizar todas…Nossas acções baseadas como estão na sabedoria da Boa Mente…” (Canto 1: 1.) “nós acercamo-nos a Deus” …através da Boa Mente…” (Canto 1:2). Nós devemos estar” …em sintonia …nas nossas almas…com a Boa Mente…” (Canto 1:4).                               

Nós devemos “…estar comprendendo a mente boa para poder ver a retidão…” (Canto 1:5). Nós estamos “…pedindo a Deus pela Boa Mente (Canción 1:6). Pedindo-lhe da Retidão as compensações da Boa Mente…” (Canción 1:7). Deus conhece “…aqueles que… são”…justos e sérios em Boa mente” (Canto 1: 10).

ARAMAITI:

Aramaiti é outro conceito basilar nos Gathas. Também é uma essência vital de Deus – talvez a que é mais difícil de compreender porque existem variadas traduções. Traduziu-se como Piedade, Devoção, Espírito Recto – todos baseados possívelmente na mesma raiz linguística. Também se traduziu como Serenidade, Estabilidade, Tranquilidade e Equanimidade baseada noutra raíz.                            

Eu não sou um filólogo, mas tendo estudado ambos argumentos e tendo visto a forma como a palavra se emprega nos Gathas, estou em crer que o significado mais próximo se aproxima do segundo conjunto de definições, ou seja, Serenidade, Estabilidade, Tranquilidade e Equanimidade porque:
(a) Aramaiti se usa como "Spenta" Aramaiti: Significando una Aramaiti Progresiva y Creativa.
(b) Aramaiti ayuda el establecer de Vohu Kachatra - El Buen Dominio: Un Estilo de vida y/o un Orden Social.

Na minha opinião uma boa prática para se estabelecer a tradução correcta da tradução de Serenidade/Equanimidade/Estabilidade, porque a estabiliadde é completamente necessária, para o progresso de ambos os aspectos socias e pessoais deste bom Domínio/Ordem Social/Estilo de Vida. Além disso, Aramaiti inclui a ideia de preserverança (nos Gathas chama-se “firme”) no pensar, falar e fazer o que é correcto. Assim é a ligação entre a Boa Mente e Kshathra. É o que dá força e vitalidade ao entendimento que a Boa Mente possue da Kshathra.                

Nos Gathas Kshathra às vezes é chamada de “Vohu Kshathra” (o Bom Domínio) e em outros momentos chama-se "Kshathra Vairya" (o domínio da Escolha). Enquanto Vohu Manah confere o aspecto de “vohu” (o benévolo) a Kshathra, é Aramaiti que confere “varirya” ou o aspecto eleito. Dou-vos alguns versos dos Gathas que mostram a forma em que Zaratustra usou a essência de Aramaiti:

Aramaiti: “…promove o domínio invencível (Kshathra) (Canto 1:3). Concede os desejos (Canto 1:7). O Prémio e Aramaiti seguem-se à invocação da Retidão (Canto 4:4). Pertence a Deus (Canto 4:9). Concede o valor (Canto 6:12).                

Abandonar a Aramaiti é abandonar o que é Reto (Canción 7:9). Aramaiti é o produto da Retidão e promove uma sólida força (Canto 7:11). Concede as bênções de uma vida rica em Boa Mente (Canto 8:1).  Ajuda a entender as leis da Inteligência Divina (Canto 8:6). Prevalece “no domínio banhado pelo Sol” (Canto 8:16). As acções de acordo com Aramaiti promovem a Retidão (Canto 9:6).                

Abrilhanta palavras e factos da melhor religião (9:10). Vem aqueles que aprendem com a religião divina (9:11). Trabalha pelo Bem (10:4). Usa-se para louvar e exaltar a Deus (10:10). Promove o Mundo (11:12). Acompanha a Retidão onde Deus habita (11:16).                   

Deus concede a Totalidade (Haurvatat: a Integridade, Cumprimento) e Imortalidade (Ameretat) atrvés de Aramaiti (12:1). As boas palavras são factos realizados por Aramaiti (12:2). Deus a concede às pessoas progressivas (12:3). O seu crescimento e Retidão convertem a muitos buscadores (12:6).

Os Bons governantes governam com entendimento e acções de Aramaiti (13:5). Juntamente com a Retidão, leva a morada pacífica e ao pagamento através da Kshathra (o Domínio, Estilo de Vida, Ordem Social ou Soberania) (13:11).                    

O Injusto nunca sustém a Aramaiti como sua (14:2). Une a religião a Boa Mente atrvés da devoção e da invocação (14:5). A reverência vem através de ela (14:10). As obras feitas no e pelo Domínio se dedicam a Aramaiti (Canto16:1 & 2). A Retidão vem atrvés da Boa Mente e poir factos que provêm de Aramaiti (Canto 16:20). Nós estamos chamados a trabalhar com a mais progressiva e magnânima Aramaiti.

Fogo, a antiga fonte de luz artificial, é o símbolo de Deus, que é Luz.
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